segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Só A Você


Tenho vivido num martírio tão infeliz
Onde meu tormento mais se aprofunda
E são os meus soluços que ainda me diz
Onde a dor mais fere e também abunda

E quando diante do crepúsculo
Sinto-me envolvida pela melancolia
E agarrando-me à esperança busco
Dentro da alma um pouco de alegria

Querendo quem sabe também despertar
Ansiando por um novo e justo alvorecer
E é quando posso ouvir meu coração falar
De um lindo e especial momento que é você

E um suave encanto aos poucos me surge
E em meio a essa tão profunda nostalgia
Eu sinto que é o seu amor que me ressurge
E posso afirmar que é tudo o que eu queria

E logo o meu sorriso reaparece perfeito
Pois mais uma vez a vida me faz entender
Que todo amor que trago em meu peito
Somente a você poderá para sempre pertencer

Certeza


Na mansidão embriagadora desse meu eu
Vou aguardando ansiosa pelo teu amor
O tempo me mostrou que ele é só meu
Pois dele não sinto vestígios de dor

Porém o que ouço é um silêncio profundo
Guardado tão inquieto nesse peito teu
Que penso já não haver mais entre nós assunto
E em dúvida sobre esse amor que julgo ser meu

E entristecida busco ansiosa pelo teu olhar
E sinto que ele, algo está querendo me dizer
E talves seja o que jamais ousarias me falar
Que infelizmente da minha vida sairá você

E angustiada busco-o como que meio emudecida
Mas inevitável a pergunta aos lábios me vem...
Ser que vais sair calmamente da minha vida
Justamente porque nenhum amor mais me tens?

Mas o sorriso que dos teus lábios me vem
Me transmite paz e também tranquilo me diz
Que teu amor continua sendo só meu, meu bem
E por toda a vida continuarás a me fazer feliz

Aflorando


Agora, já tendo a alma quase morta
Suspiro perdida em meio aos sonhos
Buscando por algo que já nem importa
Pois as vezes me perco no que componho

É que são versos sem brilho e tristes
Onde a saudade do nada também fascina
E a minha tristeza, quieta ainda resiste
E vai calma aflorando em meio a surdina

E o meu coração se angustia desconsolado
E diante do meu mundo perdido apenas chora
E sinto como é grande dor dos desesperados
Que apenas por um pouco de amor ainda implora

Bem sei que já tive jovens meu corpo e mente
E que em minha existência já houve muitas flores
Mas sei também que foi por meio de muita gente
Que fui sentindo aos poucos as primeiras dores

Primeiro entristeci-me com a cruel desilusão
Que abraçou-me de um modo frio e sorrateiro
Depois alojou-se em min a miserável solidão
Que tem me acompanhado pela minha vida inteira

E hoje os muitos respingos de tristezas
Que ensombreia sem dó a minha alma
Tirou de mim toda e qualquer firmeza
Que por ventura sustinha a minha calma

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Para Fabinho


A vida as vezes nos presenteia
Com pessoas muito especiais
E foi assim que um dia a mim chegou
Um perfeito e lindo rapaz
Estou falando do menino Fabinho
Por quem nutro um grande carinho
Pois dele eu gosto demais

Ele chegou assim, meio de repente
E entre nós uma boa amizade nasceu
Me lembro como se fosse hoje
E no tempo esse carinho cresceu
E podem os anos passar
Que essa amizade resistirá
Pois entre nós, espero, nunca haverá
Qualquer tipo que seja de adeus

E que assim esse nosso elo
Os anos apenas fortaleça
Pois acredito que ainda seja possível
Uma nova amizade que floresça
E bem sabes que não falo de nós dois
Pois algo espero para um pouco depois
Pois, se ontem, nem hoje foi
Que para um breve amanhã aconteça

Reunião De Amigos


Nesse encontro tantas vezes marcado
Olho ao redor e percebo em nossa mesa
Que um alguém tem ali afogado
Suas mágoas num copo de cerveja

E sorrio triste ante aquele quadro
Onde os risos... As vezes falsos risos
Escondem vidas vazias, corações magoados
Nesse inocente encontro de bons amigos

E tentando aprofundar a minha observação
Também sinto que não é só a tristeza
Que embarga tanta e verdadeira emoção
Pois há muito mais em volta dessa mesa

Sentimentos que extravazam no olhar
Mas que é preciso serem ocultados
Pois nem por sonho se deve revelar
Algo que certamente será rejeitado

Mas entre nós há corações apaixonados
Pela vida e por tudo o que ela traz
São sentimentos verdadeiros, legitimados
Que só quem não tem maldades é capaz

E entre brindes e muitos sorrisos
Sinto no ar o bem que a todos faz
Pois nesse encontro de grandes amigos
Muita alegria é o que tudo isso nos traz

E já sinto a saudade fria penetrando
Nesse meu coração pela vida tão provado
E no meu silêncio já vou arquitetando
Para um novo encontro já deixar marcado

E com um sorriso "Longa Jornada" se despede
E já com saudades se vai " Esse Teu Olhar"
E "Bem-vinda" como sempre a tudo investe
Pois sabe que todos um reencontro vão esperar





quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Decifrando


Ausência é quando fico alienada
Pensando em minha vida sem ti
É saber que muito pouco, um nada
Me faz pensar em ti e não te sentir

Presença é essa vontade muito louca
Que se materializa diante de mim
É sentir o calor aquoso da tua boca
É abraçar-te e ser abraçada por fim

Saudade... É sentir essa ausência doída
Nessa presença que ao meu pensamento vem
É sentir-me assim... Cada vez mais perdida
Desejando esses braços que tanto amor me tem

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Tempo Perdido


Uma tristeza amarga e sempre crescente
Me atordoa parecendo me asfixiar
E aquela alegria dantes tão frequente
Desapareceu como fumaça, se esvaiu no ar

E mais uma vez as lágrimas quentes
Que percebo já não mais me alivia
Apenas regam o que vai na minha mente
E são sentimentos que eu não queria

E controlar tanta tristeza já não consigo
Apenas deixo meu semblante a divagar
E se tanto sofrimento eu não apazíguo
Então só me resta mesmo é chorar

E mesmo sabendo que tudo isto
Muito mal me tem reservado
Mesmo assim eu ainda insisto
Em deixar tudo na alma guardado

E amanhã talvez já seja tão tarde
Para tentar esse tempo perdido ganhar
E digo sem querer fazer nenhum alarde
Que muito mais tempo terás que esperar

Só Nos Resta Calar


Achamos que conhecemos as pessoas
Mas isto é um grande erro meu bem
Uns guardam garras afiadas
Que um dia as descobrem porém
E como tolas e decepcionadas
Sem querer acreditar em quase nada
Ao nos sentir-mos miseráveis e humilhadas
Em vão tentamos entender o que nos vem

E como a moeda que tem duas faces
Muitas vezes assim também são as pessoas
E se somos surpreendidos a decepcão é maior
principalmente se a vemos como pessoa boa
Mas a ironia do destino é cruel
E se bebemos desse cálice de fel
Até esquecemos do sabor adocicado do mel
E julgamos ter dado carinho à toa

E tal qual o espelho que foi quebrado
Que mesmo os pedaços se consiga colar
Nunca mostrará a imagem como antigamente
E disso bem sei nem é preciso falar
Pois quando a dor nos machuca tanto assim
E permanecemos com a alma ferida enfim
Nada que se faça conseguirá por um fim
Nessa dor que só nos resta calar

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Chance De Viver


Foi na penumbra desta madrugada
Que de alma triste e cansada
Eu resolvi então me esconder

Me esconder dos meus sentimentos
Pois um amargo e cruel abatimento
Me deixou sem quase nada entender

E assim, inquieta e quase emudecida
Sem sentir os sentidos da minha vida
Que me vi aos poucos a desfalecer

E sentindo do nada todos os resquícios
Fui deixando quase que sem vestígios
O tudo do nada que um dia consegui viver

E foi assim, nessa fria madrugada
Quando sobre a vida me vi debruçada
Lembrei de um alguém especial...Você

E como uma tênue e delicada esperança
Senti então a alegria pura das crianças
E adormeci agarrada a esta chance de viver
 
TOPO
©2007 Elke di Barros Por Templates e Acessorios