quarta-feira, 29 de abril de 2009

Amizade Virtual


À Helena Costa

Se soubesses como te admiro
Se tivesses ideia da minha afeição
Não duvidarias nunca do que sinto
Não deitarias tristezas em teu coração
Ah! eu queria que percebesses a sinceridade
Onde com a maior das simplicidades
Faço crescer essa nossa virtual amizade
Para a grandeza dessa sincera união

Lena, não te conheço pessoalmente
Mas sei que és uma pessoa de cabeça feita
Amante da euforia e das boas amizades
E o que de melhor a vida tem, aproveitas
És uma extraordinária referência
E és simples em tuas preferências
Que a alegria faça em tua vida permanência
E que apenas a felicidade seja a tua eleita

Amiga querida, amiga muito mais que virtual
Trocar mensagens contigo me engrandece
Mulher inteligente, mulher tão amiga
Que essa alegria que em tua vida resplandece
Seja perfeita em tua existência,e harmonia
E que resplandeça sempre a contínua alegria
Que a mãe natureza para ti sempre sorria
Pois diante de ti até a vida emudece...

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Nada Pode Ser




Ao Meu Amigo Sérgio

Nada pode ser mais lindo e perfeito
Do que poder ter nessa vida a certeza
De que tenho um coração no peito
E dentro dele um amigo para minha grandeza

Nada pode ser mais lindo e perfeito
Do que dar meu coração a um alguém especial
Que não faz apenas moradia no meu peito
Mas que sentir as suas batidas é essencial

Nada pode ser mais lindo e perfeito
Do que ter um amigo e que por assim existir
Consegue fazer milagres dentro do meu peito
Pelo simples fato de se fazer sentir

Então não existe nada mais lindo e perfeito
De poder carinhosamente a sete chaves guardar
Esse sentimento que cresceu dentro do meu peito
Que nossa amizade fortemente faz transbordar

Lamento Perdido


Já não sei o que se passa comigo
Tenho me sentido triste e cansada
Tristeza que canto num lamento perdido
Um tanto alheia, sem saber de nada

Cansada de que, ainda não sei
Talvez, seja o tédio me abraçando
E foram tantas as razões que pensei
Mas é que eu não devia ficar pensando

Pois esses pensamentos não levam a nada
Apenas, eles me atordoam cada vez mais
Talvez por não estar na vida preparada
Essa mesma vida me faz sentir incapaz

Incapaz de tentar raciocinar direito
Não deixando a dor de mim se libertar
Fazendo-a oprimida dentro do meu peito
Com muito mais vontade para chorar

Nada Mais Existe


Eu queria apenas poder falar
Que sinto já não ser aqui meu lugar
E são tantas coisas mal ditas
Tantas coisas mal ouvidas
Que em vão tento esquecer...
E o meu coração já não mais se entristece
Mas por falta de amor, muito padece...
E nesse constante desatino
Já não lhe vejo como menino
E já nada de bom há para crescer...
Antes... o que me dava alegria
Por uma inquieta e estranha ironia
Se perdeu no monótono tempo.
Meus sonhos se foram levados pelo vento.
E agora o que fazer?
Acordar no tempo e tentar crescer
Ou cruzar os braços
Esperando meus sonhos se desfazer
Ou estão esperar e perceber
Que nada mais existe
Nem mesmo eu e você...

Talvez


Talvez alguma importância eu tivesse
Talvez...
Se meus sentimentos eu contivesse
Talvez...
Quem sabe, se eu nada falasse
E apenas... tão somente eu me calasse
Talvez assim, quem sabe
Quando algum assunto eu abordasse
Não me dirias que não,
Não atentarias contra minha emoção...
E assim, talvez eu pudesse viver
Ter um pouco de paz.
Nada mais precisaria acontecer,
Eu poderia então me sentir capaz
Capaz, talvez... para morrer...

Nunca Mais


Nunca mais vislumbrei inquietação
Nesse meu existir tão sem graça
talvez seja devido essa minha afeição
Que por mais que eu queira, não passa

Ou será simplesmente por ainda saber
O que em vão busco inquieta ocultar
essa saudade mesquinha de você
Que tantas vezes penso faze-lo escutar

E percebo um tanto quanto perdida
Que pelas esquinas da vida deixei
Um pouco dessa alegria entristecida
E foi quando eu mais em você pensei

E vou prosseguindo,as vezes meio inquieta
Sempre cheia de dúvidas e tristezas também
Mas se ouço sua voz,canta em mim uma festa
e vejo quanta importância essa amizade retém

E envaidecida sorrio e alegre canto
E o meu cantar feliz se repete
E consigo esconder o alegre pranto
Que essa alegria a minha alma reveste

E diante da vida ainda vislumbro
Um grande segredo que em nada existe
E me perco nesse encantado mundo
Onde a ansiedade quieta a tudo assiste

O Outro Lado


Mulher! como foste insensível e insensata
Não viste as flores que deitei em teu caminho
Não sentiste dela o perfume, oh! ingrata...
Apenas sentiste dela, os pontiagudos espinhos

O pior bem sei, é que tanto amor nem merecias
Mas mesmo na dor, de amor ainda me embriago
E cada lamento meu, sinto até ser covardia
Já que de ti só me veio mesmo os maltratos

Esse é o outro lado que eu não queria
Dei-te amor e em troca só recebi indiferença
Acreditei que um dia por fim mudarias
Mas falhei nessa minha mísera e perdida crença

Hoje, ainda juntos mas me sinto separado
Pois nunca tive tua alma nem teus carinhos
E mesmo tendo meu coração, assim,tão magoado
Deixo-te as pétalas e me reservo os espinhos

Um dia quem sabe ainda consigas perceber
O que grita meu peito tão triste e infeliz
Meu pecado nesta vida foi te amar...e ainda ver
Que foi isto o que tu nunca desejou e nem quiz

Alucinação


Hoje percebi até muito inquieta
O que vive a circundar o meu peito
É a tua lembrança que irrequieta
Vive sucumbindo os meus desejos

E a cada amanhecer que posso antever
Na embriaguez desse meu louco delírio
Sinto-me como louca a cada anoitecer
E me sinto tragada nesse doce martírio

E nessa inquietude já quase louca
Aos poucos estremeço ante a visão
E é quando sinto com gôzo a tua boca
Sufocar-me com inquieta sofreguidão

E num novo suspiro me embriago
Ante a loucura dos carinhos teus
E nesse anseio sinto que viajo
Ao sentir teu corpo cobrindo o meu

E um estremecer mais que louco
Me desperta de mais essa visão
Então eu sinto que não é pouco
Esse desejo que parece alucinação

E lentamente eu vou despertando
Desse tão perdido e louco sonhar
Continuo desse mundo me enganando
Pois será pior não mais poder sonhar

sábado, 11 de abril de 2009

Tudo quanto sonhei


Não sei se vale a pena dizer
Sofri calada, sofri grande dor
Confesso... Tenho a alma magoada
Pois sofri como louca, por amor
E para o mundo me fechei
Pois tão logo despertei
Percebi que apenas eu amei
E a minha vida perdeu a cor

Hoje nos sonhos que me acompanham
Ouço soluços abafados...
Talvez o mundo ainda se atreva
A embalar meus sonhos acabados
Talvez por dó, não sei...
Só sei que tudo quanto amei
Às lembranças friamente entreguei
E deixei assim, o meu mundo isolado

Do meu ontem guardei a experiência
Que embora amarga, mas algo aprendi
bem sei que não justifica-se uma dor
Pelo sabor daquilo que não vivi
Porém me resta ainda um consolo
É saber que esse meu coração tolo
O que perdeu em seus momentos de dolo
Eu hoje com certeza já esqueci

Não Importa


Mesmo que o tempo pereça
Ainda que minha alma se cale
E mesmo que de mim te aborreças
Ainda assim vivo para amar-te

Não importa que já não me queiras
Ou que nem mesmo tenhas me amado
Ainda assim, és a razão primeira
Pois meu coração continua apaixonado

E se nem assim me queiras ouvir
Continuarei secretamente te amando
Pois hoje tudo na vida me faz sentir
Que preciso continuar te buscando

E nessa infeliz forma de pensar
Te desejar é tudo que ainda me resta
Pois se eu não puder contigo sonhar
Viver por viver com certeza não presta

terça-feira, 7 de abril de 2009

Apenas fantasias


À Naty

Eu nem sei se percebo de fato
O que acontece ao meu redor
Só sei que muitas vezes um boato
Tornam as coisas mais difíceis e pior

Ontem a menina Naty me parecia
Uma garota diferente de como ela é
Pois na rede da existência ela tecia
Criações que parecia lhe fugir da fé

Em seu coração, eu diria,quase infantil
Já havia de outros tempos resquícios
Onde todo o encanto do sentimento pueril
Se fora sem sequer deixar vestígios

A pouca idade já tem mostrado
Que mesmo diante da inexperiência
Um outro sentimento um pouco amargo
Vem cobrir de desgostos sua existência

E nesse relacionamento, dantes tão bonito
Deixou transparecer uma outra verdade
Pois havia um outro coração entristecido
Por um sentimento que marcava pela saudade

E a Naty foi fantasiando os seus dias
Sem pensar que algo poderia por um fim
Nessa explosão de constantes alegrias
Quando fosse preciso, alguém se decidir

E o pior dessa relação um dia aconteceu
Foi quando ela percebeu ter sido preterida
Algo tão bonito em pouco tempo morreu
Daquele jovem, a Naty não era mais a querida

Custou a ela ter que acreditar
Que algo tão bonito no tempo morria
Foi difícil, mas ela conseguiu aceitar
Que esse moço a ela já não queria

Pois o passado à porta dele outra vez bateu
E eis que o que um dia se foi, havia voltado
Mesmo sofrendo a Naty friamente percebeu
Que seu romance havia de fato terminado

E sentimento é algo que muitas vezes nasce
E como uma flor vai aos poucos desabrochando
Nem se pensa que um dia ele também passe
Nem se espera ve-lo friamente acabando

Hoje ela está triste e muito decepcionada
E essa sensação muito pouco vai persistir
Ela é jovem, bonita e muito centrada
E muitas emoções na vida ainda vai sentir

Terá muitas outras experiências pela vida
Até que um dia ela finalmente verá
O quanto ainda será desejada e querida
Ao descobrir o grande amor que lhe arrebatará

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Voando Na Imaginação


Meu Deus!... que saudades eu tive
De um tempo que não volta mais
Época boa que hoje não mais existe
Foram dias de magia e muita paz

Rever tio Raminho pra mim foi emocionante
Pude vislumbrar o mesmo carinho e afeição
Naquele seu toque paternal e contagiante
E que fez transbordar de alegria meu coração

E quando chegamos à casa de tio Dedé
Fiquei olhando tio Edvaldo alí sentado
Pensei:só não volta no tempo quem não quer
Quem não se permite relembrar fatos contados

E ao contemplar minha querida tia Rita
Pensei em cada momento vivido no passado
Ela foi um bem precioso na minha vida
E por cada momento meu coração ainda é grato

E todas essa sensações de nostalgia
Que senti invadindo forte meu peito
Foi sufocado ao ouvir gritos de alegria
Das crianças inocentes e sem segredos

As crianças de ontem em adultos se tornaram
Hoje outras famílias muitos já têm formados
Outros rumos as vidas de todos já tomaram
E o tempo nossos cabelos deixou desbotados

As muitas peraltices no tempo já morreu
E muitos gritos,pela vida foram calados
A velhice a nossa porta também já bateu
E muito, em nossas vidas foi transformado

Mas a sensação que eu pude hoje sentir
Me transportou para épocas um pouco remotas
E ao olhar a minha mãe e meus tios alí
Percebi que as lembranças nem sempre estão mortas
elas permanecem presas na nossa alma, bem aqui
E voam livres na nossa imaginação como gaivotas
 
TOPO
©2007 Elke di Barros Por Templates e Acessorios